As dificuldades dos Estados Unidos em aceitar a redução de emissões não é novidade. Apesar de não ser considerada uma nação cética, eles baseiam o seu desenvolvimento em um capitalismo autodestrutivo e insustentável. Todos nós sabemos da velha recusa em assinar o Protocolo de Kyoto. Para os EUA diminuir a poluição significa estagnar.A China por sua vez é considerada o segundo país mais poluente do mundo (vocês já sabem qual é o primeiro) e a poluição já não é mais questionada, tendo em vista que ela já esta diretamente matando pessoas, mesmo antes de qualquer crise climática. Em contrapartida, nenhum outro país no mundo cresce em ritmo Chinês (cerca de 9%), crescimento baseado em mão de obra barata, e nos produtos bons e baratos. Para a China diminuir a poluição significa produzir menos e crescer menos.
Agora convido vocês a analisar os dois países e suas realidades. Se nenhum deles parecia muito disposto a modificar sua economia, agora eles tem um motivo a mais para continuar na mesma. Se os EUA diminui sua produção (e entrar nos padrões previstos) ele corre o risco de ser ultrapassado pela China, se a China o faz, corre o risco de ficar para trás.
Os dois países vêem aqui uma chance de se aproveitar da crise para crescer mais do que o outro e os efeitos acabam sendo inversos. Nenhum faz nada e acabam aumentando o que precisa ser diminuído. E enquanto Tio Sam briga com o Sol Nascente o mundo tem que esperar que os dois maiores poluentes resolvam ate quando vão cruzar os braços.


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